Por Luiz Aryeh
Recentemente, durante uma conversa num táxi, o motorista me disse:
“Está difícil não julgar o STF.”
Senti que sua fala vinha de um lugar sincero — da alma de um povo cansado, desconfiado, saturado de narrativas conflitantes.
Respondi com calma:
“É natural criticar, se você está filiado à Corrente em que isso é o ‘normal’.
Mas quem pertence à Corrente oposta acha natural confiar e elogiar o STF.”
Não defendi o Supremo. Também não o ataquei.
O que busquei fazer — e retomo agora neste artigo — é um convite à consciência sobre as Correntes que nos atravessam e, muitas vezes, pensam por nós.

Correntes invisíveis, pensamentos programados

Vivemos sob a influência de campos coletivos de pensamento, o que chamo de Correntes.
Elas não são apenas ideológicas — são emocionais, espirituais, simbólicas. E operam com força.
- Para quem está numa Corrente, criticar o STF é quase uma obrigação moral.
- Para quem está noutra, confiar no STF é quase um ato de fé institucional.
- Ambos acham que estão pensando livremente.
Mas, na verdade, estão reagindo de forma programada, emocional, tribal.

Cegueira binária: entre o fanatismo e o ressentimento
Tanto a crítica feroz e constante quanto a confiança cega e inquestionável são formas de alienação.
Ambas nascem de identificação inconsciente com uma Corrente polarizada.
Ambas afastam a lucidez.
Ambas nos impedem de ver o todo.
A crítica é necessária. A confiança também.
Mas quando perdemos a capacidade de discernir, caímos numa armadilha:
Deixamos de escolher com liberdade, e passamos a apenas reagir conforme a onda.

O que proponho?
Uma mudança de eixo.
Em vez de escolher um lado, escolher um nível.
- O nível onde a consciência observa as Correntes, sem ser arrastada por elas
- O nível onde a crítica não é ranço e a confiança não é submissão
- O nível onde a lucidez reina acima do barulho
- O nível da alma, onde a verdade não grita — vibra

Política, sim. Mas com consciência.
A política não pode ser uma guerra de bandeiras emocionais.
Ela precisa ser um caminho de construção consciente, onde cada indivíduo se reconcilia com sua própria responsabilidade diante da história.
Isso inclui o STF, o Executivo, o Congresso, os jornalistas, os empresários, os artistas…
Mas, acima de tudo, inclui você.
Sua lucidez. Sua maturidade.
Seu nível de vibração ao pensar.

Sobre o autor
Luiz Aryeh é mentor de líderes, estrategista espiritual e pensador da nova consciência brasileira.
Une sabedoria ancestral, visão política e profundidade metafísica para guiar indivíduos e coletivos rumo à lucidez, à justiça e à ação inspirada.
Criador do conceito “Escolher o Nível”, acredita que o futuro do Brasil exige mais do que lados: exige consciência.
