Carta Imaginária de Alexandre, o Grande, à Luz da Filosofia do Oceano Dourado 

Luiz Aryeh  

“Ao espírito dos que virão depois de mim, 

Fui educado com a espada em punho e a Ilíada ao lado do coração. Aprendi que a vida curta e gloriosa era preferível à eternidade anônima. Busquei ser Aquiles, e em muitos momentos, fui. Desafiei reis, cruzei desertos, fundei cidades. Mas hoje, no silêncio dos séculos, compreendo o que a juventude não me permitia ver. 

Minha glória queimou como uma estrela cadente — brilhante, mas efêmera. Onde ergui impérios, surgiram disputas. Onde plantei estandartes, cresceram conflitos. Não por falta de coragem, mas por ausência de outra visão. 

Se hoje pudesse começar de novo, buscaria o Oceano Dourado — não o mar de sangue e conquista, mas o mar de ideias, de sabedoria e de integração. Seria não o guerreiro que vence pela espada, mas o líder que revela o Espírito nas nações. Escolheria não a eternidade do nome, mas a eternidade da transformação. 

Compreendo agora que a verdadeira glória não nasce do domínio sobre o outro, mas da união com o Todo. Se meu destino era unir o mundo, que fosse pela harmonia, não pelo medo. 

Que aqueles que leem estas palavras saibam: o verdadeiro herói do futuro não é o conquistador, mas o sacerdote-rei que acende a centelha divina em cada ser. 

A esse herói, entrego meu elmo e minha Ilíada, transformados agora em símbolo de um novo tempo. 

Com reverência e arrependimento, 
Alexandre.”* 

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